INJUSTIÇA

Se você treme de indignação diante de alguma injustiça, então somos parceiros...



Che Guevara







sábado, 17 de julho de 2010

Uma democracia amadurecida em nosso país tem que enfrentar o desafio de envolver os excluídos.
Tereza Costa D’ Amaral



Se você deixa de ver a pessoa, vendo apenas a deficiência, quem é o cego?Se deixa de ouvir o grito, do seu irmão para a justiça, quem é o surdo?Se você não pode comunicar-se com sua irmã e a separa de você, quem é o mudo?Se sua mente não permite que seu coração alcance seu vizinho, quem é o deficiente mental?Se você não se levanta para defender os direitos de todos, quem é o aleijado?Se sua atitude para com as pessoas deficientes pode ser nossa maior deficiência...E sua também!

Deficiências



DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho * 30/07/1906 +05/05/1994).

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive. "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui. "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce. "Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre"

sábado, 29 de maio de 2010

Valorizar a profissão defendendo direitos e políticas públicas


O Dia 15 de Maio ficou curto para tantas atividades, movidas pela persistência de um coletivo que defende a construção de uma nova ordem societária. Porém, sabemos que não temos muito a comemorar no país com um dos maiores indicadores de desigualdade e injustiça social. Inclusive, a fragilidade na organização e participação política da categoria pode nos levar a sérios recuos em nossas conquistas. É fundamental o engajamento nas lutas coletivas, nos assumindo enquanto classe trabalhadora e construindo alternativas para os desafios contemporâneos. Assim, neste Boletim Especial apresentamos não apenas as atividades, mas aproveitamos para lembrar sobre documentos importantes recentemente apresentados pelo conjunto Cfess- Cress.
As atividades comemorativas agregam-se à publicização das experiências profissionais, provocando a partilha de informações não apenas teórico-metodológicas, mas técnico-operativas. Articulando todo este processo temos como fundamentos os aspectos ético-políticos frente a precarização e privatização dos serviços públicos, bem como demandas que nos são impostas que desconstroem o projeto construído ao longo das décadas de luta. Neste sentido nos posicionarmos na defesa da indivisibilidade dos Direitos Humanos (econômicos, sociais, políticos, ambientais e culturais) é lutar pela sua universalização, que encontra seu limite na propriedade privada. Luta que é realizada em particular no cotidiano profissional, na construção de alternativas junto com a população usuária dos serviços. Os debates macro-societários exigem a materialização destas ações que na soma dos mais de 85 assistentes sociais no Brasil podem contribuir decisivamente na luta dos trabalhadores.
Parabéns Assistente Social!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Para descontrair...


Hoje tivemos aula de de Texto e Contexto da disciplina Leitura e Produção de Texto, e o fato ocorrido foi muito engraçado...


Texto



Herança
Raul Bopp
- Vamos brincar de Brasil?
Mas sou eu quem manda
Quero morar numa casa grande
Começou desse jeito a nossa história


Negro fez papel de sombra.


E foram chegando soldados e frades
Trouxeram as leis e os Dez Mandamentos
Jabuti perguntou:
"- Ora é só isso?"


Depois vieram as mulheres do próximo
Vieram imigrantes com alma a retalho
Brasil subiu até o 10º andar


Litoral riu com os motores
Subúrbio confraternizou com a cidade
Negro coçou piano e fez música


Vira-bosta mudou de vida


Maitacas se instalaram no alto dos galhos
No interior do Brasil continua desconfiado
A serra morde as carretas
Povo puxa bendito pra vir chuva


Nas estradas vazias
cruzes sem nome marcam casos de morte
As vinganças continuam
Famílias se entredevoram nas tocaias


Há noites de reza e cata-piolho
Nas bandas do cemitério
Cachorro magro sem dono uiva sozinho


De vez em quando
a Mula-sem-cabeça sobe a serra
ver o Brasil como vai


BOPP Raul. Cobra Norato e outros poemas. 13. ed. Rio
de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984.


Lendo o contexto do poema, vimos que era sobre o Descobrimento do Brasil, e eis que sugi a pergunta. Quem colonizou o Brasil?

E a resposta de uma das alunas...

"Os Jabotis"...rsrsrs...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vista Cansada - de Otto lara Resende


Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Escola Publica boa deve começar em casa

Jornal Folha de S.Paulo

A receita para uma boa escola pública é simples e dá resultados. Seus principais ingredientes são a participação dos pais, o interesse da família pela vida escolar do aluno, o estímulo à leitura e o hábito de fazer e corrigir o dever de casa. Junta-se a isso a vontade do diretor em colocar em prática essas lições e, como resultado, há uma melhoria no desempenho.
O efeito positivo das práticas acima vem sendo comprovado cientificamente. Pesquisa com 26 mil alunos de 200 escolas públicas de São Paulo e Santa Catarina que fazem parte do projeto Gestão para o Sucesso Escolar (voltado para diretores) mostra que os ingredientes citados melhoram o desempenho dos estudantes.
Para chegar a essa conclusão, foi feito um cruzamento da nota de alunos de 4ª e 8ª série em provas de português e matemática com respostas dadas por eles a um questionário socioeconômico.
A pesquisa mostrou que alunos da 4ª série que afirmaram que os pais tinham o costume de perguntar se eles estavam indo bem na escola tiveram média de acertos de 62% na prova de português.
Entre os estudantes que disseram que os pais quase nunca faziam essa pergunta, a média cai para 47%. O resultado foi parecido entre filhos de pais que costumam participar de reuniões da escola. Nesse grupo, a média de acertos foi de 62%. Se os pais quase nunca vão às reuniões, a porcentagem cai para 48%.
Para Rose Neubauer, diretora-presidente do Instituto Protagonistés e coordenadora da pesquisa, ela mostra que mesmo pais com pouca escolaridade podem ajudar os filhos a ter boas notas se demonstram interesse pela vida escolar da criança e participam das atividades do colégio. "Se o pai estimula o filho a não faltar e ter boas notas, faz muita diferença entre as crianças da 4ª série."
Um estudo divulgado em julho pelo Inep, do Ministério da Educação, a partir de dados do Saeb (exame que avalia a qualidade da educação), chegou a conclusão idêntica: alunos cujos pais se preocupam com o que acontece na escola e que cobram os deveres de casa têm médias maiores.
A pesquisa nas escolas de São Paulo e Santa Catarina mostra que o hábito de fazer dever de casa é uma das variáveis que mais têm impacto positivo. Se o aluno tem o hábito de fazer dever e os professores cobram dele que o faça, a média de acertos é de 63% em português na 4ª série.
Se o aluno faz pouca lição de casa, a média cai para 44%; quando os professores não cobram, para 43%.
Para Neubauer, pesquisas que analisam os fatores de sucesso do aluno dão um instrumento para as escolas melhorarem.
Para Francisco Poli, secretário da Udemo (sindicato dos diretores em São Paulo), os resultados da pesquisa mostram que a escola precisa trabalhar não só com o aluno mas também com os pais e trazê-los para o ambiente escolar.
Ele diz também que é importante que a escola esteja preparada e equipada para oferecer aos alunos mais carentes o que eles não têm em casa: "A escola não substitui a família, mas pode ajudar se os mais carentes tiverem aulas de inglês, informática ou passarem mais tempo nela".

Drogas, ingenuidade e realismo - de Carlos Alberto Di Franco

A população de internos da Fundação Casa de São Paulo (ex-Febem) cresceu 17% este ano, em comparação com 2008. E mudou o perfil: existem mais adolescentes de classe média cumprindo medidas socioeducativas, sobretudo por envolvimento com o tráfico de drogas. “Há jovens que vêm de uma família estruturada”, observa a presidente da instituição, Berenice Giannella. “O pai e a mãe trabalham e os filhos, muitas vezes, se envolvem com o tráfico ou com o roubo porque querem ter acesso a determindos bens, como a moto e o tênis de marca”. O último censo realizado na fundação, de 2006, já indicava que 28% dos infratores eram originários da classe média. “Não só de classe média, mas da alta também”, acrescenta o promotor Thales Cezar de Oliveira, da Promotoria da Infância e da Juventude da cidade de São Paulo. Para Berenice, a maior presença de garotos de classe média na Fundação pode estar ligada à expansão do tráfico de drogas, que se tornou a segunda causa de internação, atrás apenas do roubo. “Costumo dizer que a droga ‘socializa’ o crime. Hoje, você tem pessoas da classe média e da classe média alta envolvidas com o tráfico – e não apenas com uso de drogas.” Acabo de transcrever um trecho de uma excelente reportagem de Elvis Pereira, repórter do Jornal da Tarde. A matéria mostra que o envolvimento com o narcotráfico já não é uma exclusividade das periferias e dos bolsões da exclusão social. Ele bate às portas das mansões dos bairros de elite, mostra sua garra aos que se julgavam imunes ao seu apelo e ensombrece a alma de famílias que sucumbem ao drama da delinquência insuspeitada. Segundo Leo de Oliveira, diretor da Comunidade Terapêutica Horto de Deus (http://www.hortodedeus.org.br/), em Taquaritinga, interior de São Paulo, “crise da família, aposta na impunidade, ganho fácil e consumo garantido “explicam o novo mapa do tráfico de drogas”. Dinheiro não é garantia de estruturação familiar. Muitas vezes é exatamente o contrário. Carros, mesadas e ausência de limites compõem os ingredientes de uma bomba que explodirá lá na frente. O tráfico oferece a perspectiva do ganho fácil e do consumo assegurado. E a sensação de impunidade (rico não vai para a cadeia) completa o silogismo da juventude delinquente. O quadro é assustador. Alguns, apoiados numa ingenuidade surpreendente, defendem a liberação das drogas consideradas leves, como a maconha, o ecstasy ou as anfetaminas.Caso adotássemos os princípios defendidos pelos lobistas da liberação, o Brasil estaria entrando, com o costumeiro atraso, na canoa furada da experiência européia. A Holanda, que foi pioneira ao autorizar a abertura de cafés onde era permitido consumir maconha e haxixe, já está retificando essa política. O mesmo ocorre na Suíça, que também está voltando atrás na política de liberar espaços em que viciados se encontram para injetar heroína fornecida pelo próprio governo. Um amigo jornalista, irônico e inteligente, deixou cair a pergunta que paira na cabeça de muita gente: será que Fernandinho Beira-Mar forneceria ao governo a maconha que seria repassada aos usuários? Todos, menos os ingênuos, sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que, muito cedo, se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da “inofensiva” maconha preconizada pelos araustos da liberação pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes. Transcrevo, caro leitor, o depoimento de um dependente químico. Ele fala com a experiência de quem esteve no fundo do poço. “Sou filho único. Talvez porque meus pais não pudessem ter outros filhos me cercavam de mimos e realizavam todas as minhas vontades. Aos 12 anos comecei a fumar maconha, aos 17 comecei a cheirar cocaína. E perdi o controle. Fiz um tratamento psiquiátrico, fiquei 9 meses tomando medicamentos e voltei a fumar maconha. Nessa época já cursava medicina e convenci os meus pais de que a maconha fazia menos mal que o cigarro comum. Meus argumentos estavam alicerçados em literatura e publicações científicas. Eles mal sabiam que estavam sendo enganados, pois, além de cheirar, também passei a injetar cocaína e dolantina, que é um opiáceo. Sofri uma overdose e somente não morri porque estava dentro de um hospital, que é o meu local de trabalho. Após esta fatalidade decidi me internar em uma comunidade terapêutica e hoje, graças a Deus, estou sóbrio. O uso moderado de maconha sempre acabava nas drogas injetáveis. Somente a sobriedade total, inclusive do álcool, me devolveu a qualidade de vida que não pretendo trocar nem por uma simples cerveja ou uma dose de uísque.” A.S.N, médico, Ribeirão Preto (SP). Para o respeitado especialista Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal Paulista (Unifesp), “assistimos a uma grande negligência com o tratamento da dependência química (...) Não temos apoio governamental às mais de 2 mil comunidades terapêuticas que sobrevivem do voluntariado ou de parcos recursos de doações. Não temos apoio aos grupos de autoajuda. Não damos apoio aos milhares de famílias que sofrem no seu dia-a-dia, buscando algum tipo de tratamento para seus parentes.”
As drogas estão ceifando vidas jovens. A dependência química não admite ingenuidade. Reclama, sim, realismo e seriedade.

Conflitos Familiares - de Norma Emiliano

Conflitos familiares
Norma Emiliano
Os conflitos são inerentes ao processo de evolução dos seres humanos.
A relação em família é complexa, pois cada ser humano é singular em relação a sua história, temperamento, idade, composição genética, etc.. No jogo relacional há alianças e luta pelo poder.
Nos diversos relacionamentos, as diferenças individuais quanto às percepções e necessidades emergem, pois cada pessoa forma a sua própria percepção e tem necessidades num determinado momento. Essas diferenças no contexto relacional tornam-se as bases dos conflitos.
As diferenças, comumente, não são percebidas como oportunidades de enriquecimento e acabam sendo usadas de modo destrutivo. Assim, a diferença que leva a um conflito de interesse (discordância) é percebida como insulto e/ou desamor.
O casal ao interagir com os filhos influência na construção de suas identidades, bem como transmite-lhes modelos de relacionamento que serão levados para todas as áreas de suas vidas: amizade, profissional, amor, etc.
É vital ao bom ambiente familiar que o casal possua uma forte aliança, saiba lidar com seus conflitos, colabore entre si e satisfaça necessidades mútuas. Por outro lado, é importante também que em suas funções de pais, exista apoio à autoridade de cada um dos cônjuges com relação aos filhos.
Pode-se encontrar em qualquer relacionamento permanente, seja ele conjugal, entre pais e filhos, a família como um todo, ou relacionamento da família com outros sistemas sociais, formas de conflitos submersos, não resolvidos. Esse tipo de conflito pode acarretar distância emocional, disfunção física ou psicológica, ou envolvimento em uma aventura amorosa.
Quando há questões mal resolvidas entre o casal, uma ou mais crianças se envolvem no conflito marital, com a função de distrair os pais do conflito. Essa criança fica muito próxima de um ou ambos os pais, e as fronteiras entre as gerações são rompidas. Há uma excessiva dependência mútua e a autonomia da criança e dos pais torna-se limitada.
A falta de comunicação, somada à dificuldade para resolver problemas em conjunto são fatores negativos na criação dos filhos. As divergências dos pais, veladas ou abertas, em relação à educação dos filhos, os deixam confusos e, com freqüência, as crianças usam de manipulações, jogando os pais um contra o outro.
Os conflitos tornam–se mais fáceis de serem enfrentados quando ambos os parceiros compreendem as questões e suas origens. Para tal é necessário cada um entender e aceitar os seus próprios medos, valores, expectativas e proteções e também as do parceiro. Torna-se necessário ter clareza da ligação entre o presente e o passado. A percepção desta conexão possibilita que não se fique apenas repetindo padrões relacionais antigos, ou seja, dando respostas antigas a situações novas, levando para o casamento e para a nova família uma repetição do relacionamento anterior com os seus próprios pais.
Os relacionamentos adultos transferem, quase sem alterações, as características de disputas de poder entre pais e filhos, que cada um dos parceiros anteriormente tivera. Por exemplo, na luta pelo poder, pode-se observar que a mãe, normalmente é a detentora do controle no dia-a-dia; assim, tanto as meninas quanto os meninos podem resistir a isso. Quando adultas, as mulheres podem assumir esse mesmo papel, enquanto os homens transferem resistência às suas mulheres. Nesta luta pelo poder geram-se conflitos. Uma crise séria pode ser o ponto de partida para interromperr esse círculo vicioso. Mas uma estratégia duradoura é poder enfrentar os fantasmas do passado.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O COMPORTAMENTO DA MIDIA EM RELAÇÃO Á QUESTÃO SOCIAL

Ao realizarmos a pesquisa com algumas revistas como “ÉPOCA”, “VEJA” e a “ISTO É”, concluímos que as mesmas são modernas, diversificadas e tratam de vários assuntos importantes que acontecem no dia – a – dia da população. No entanto os destaques de Políticas, Comportamentos, Educação, Entretenimento, Economia, Saúde, Ciência e etc, são na sua maior parte voltada para a classe dominante. Podemos citar como exemplo as propagandas, que ao folhearmos as paginas de uma matéria para a outra chamam a atenção dos leitores para o que chamamos de verdadeiros capitalismos. São páginas inteiras apresentando carros importados com valores altíssimos, computadores, bebidas, agencias bancarias, ofertas de viagens aéreas e marítimas que somente a população com alto valor aquisitivo consegue adquirir esses bens.
Os custos das revistas são destinados a classe média alta e as informações são descritas com uma linguagem diretamente ligada a classe dominante, pois não são utilizadas palavras do cotidiano do proletariado.
Os jornais, “A FOLHA S.P” e o “ESTADÃO”, também não se diferencia muito das revistas, são separadas as matérias em “cadernos”, porém destacando suas paginas para a política, destacando os maiores interesses ás classes medias alta, deixando as questões sociais meio que ocultas e, quando abordadas são as mesmas promessas de campanhas eleitorais que todos já conhecem.
Voltado mesmo as classes trabalhadoras são apenas os jornais Regionais, Correio de Lins (Lins), CityNews (Guaiçara) e A Verdade (Promissão), que abordam assuntos voltados a necessidade e interesses a população menos favorecida. Entretanto os jornais não são extensos, sendo no mínimo quatro (04) páginas com conteúdos não tão bem elaborados como os jornais tradicionais, tendo por esse motivo o custo acessível à população trabalhadora.Em defesa também das questões sociais são os Blogs, como os dos jornalistas Paulo Henrique Amorin (Conversa Afiada), Luis Nassif (Caso Veja) e Luiz Carlos Azanha (Vi o mundo), onde eles retratam conscientemente as questões sociais e falta de vergonha da alta sociedade e de políticos que só se deslumbram com seus próprios interesses. Abordam temáticas bem desenvolvidas, visando buscar a conscientização da humanidade em defesa da dignidade da população trabalhadora.


ANA PAULA B. DA SILVA

domingo, 11 de abril de 2010

Problemas Sociais do Brasil


Introdução

Embora o Brasil tenha avançado na área social nos últimos anos, ainda persistem muitos problemas que afetam a vida dos brasileiros. Abaixo listaremos uma relação dos principais problemas brasileiros na atualidade.


Desemprego

Embora a geração de empregos tenha aumentado nos últimos anos, graças ao crescimento da economia, ainda existem milhões de brasileiros desempregados. A economia tem crescido, mas não o suficiente para gerar os empregos necessários no Brasil. A falta de uma boa formação educacional e qualificação profissional de qualidade também atrapalham a vida dos desempregados. Muitos têm optado pelo emprego informal (sem carteira registrada), fator que não é positivo, pois estes trabalhadores ficam sem a garantia dos direitos trabalhistas.


Violência e Criminalidade

A violência está crescendo a cada dia, principalmente nas grandes cidades brasileiras. Os crimes estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Nos jornais, rádios e tvs presenciamos cenas de assaltos, crimes e agressões físicas. A falta de um rigor maior no cumprimento das leis, aliada as injustiças sociais podem, em parte, explicar a intensificação destes problemas em nosso país.


Poluição

Este problema ambiental tem afetado diretamente a saúde das pessoas em nosso país. Os rios estão sendo poluídos por lixo doméstico e industrial, trazendo doenças e afetando os ecossistemas. O ar, principalmente nas grandes cidades, está recendo toneladas de gases poluentes, derivados da queima de combustíveis fósseis (derivados do petróleo - gasolina e diesel principalmente). Este tipo de poluição afeta diretamente a saúde das pessoas, provocando doenças respiratórias. Pessoas idosas e crianças são as principais vítimas.


Saúde

Nos dias de hoje, pessoas que possuem uma condição financeira melhor estão procurando os planos de saúde e o sistema privado, pois a saúde pública encontra-se em estado de crise aguda. Hospitais superlotados, falta de medicamentos, greves de funcionários, aparelhos quebrados, filas para atendimento, prédios mal conservados são os principais problemas encontrados em hospitais e postos de saúde da rede pública. A população mais afetada é aquela que depende deste atendimento médico, ou seja, as pessoas mais pobres.


Educação

Os dados sobre o desempenho dos alunos, principalmente da rede pública de ensino, são alarmantes. A educação pública encontra vários problemas e dificuldades: prédios mal conservados, falta de professores, poucos recursos didáticos, baixos salários, greves, violência dentro das escolas, entre outros. Este quadro é resultado do baixo índice de investimentos públicos neste setor. O resultado é a deficiente formação dos alunos brasileiros.


Desigualdade social

O Brasil é um país de grande contraste social. A distribuição de renda é desigual, sendo que uma pequena parcela da sociedade é muito rica, enquanto grande parte da população vive na pobreza e miséria. Embora a distribuição de renda tenha melhorado nos últimos anos, em função dos programas sociais, ainda vivemos num país muito injusto.


Habitação

O déficit habitacional é grande no Brasil. Existem milhões de famílias que não possuem condições habitacionais adequadas. Nas grandes e médias cidades é muito comum a presença de favelas e cortiços. Encontramos também pessoas morando nas ruas, embaixo de viadutos e pontes. Nestes locais, as pessoas possuem uma condição inadequada de vida, passando por muitas dificuldades.

Questões Sociais